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21 de maio de 2024 - 23:51h

A Folha Agrícola

RedeCanola vai impulsionar cultivo de canola no Brasil para produção de biocombustíveis e óleo para consumo humano 

• Iniciativa une ORÍGEO, Embrapa Agroenergia, Advanta e Bunge 

• Cultivo é sustentável, tem bom custo-benefício e muita versatilidade 

• Mundo produz 25 milhões de toneladas e o Brasil somente 135 mil toneladas 

A ORÍGEO, joint venture de Bunge e UPL que fornece soluções sustentáveis e técnicas de gestão de ponta a ponta para agricultores do Cerrado, juntou-se à Embrapa Agroenergia, à Advanta Seeds e à própria Bunge para a criação do projeto RedeCanola. O objetivo é impulsionar a produção dessa oleaginosa no país, contribuindo para o sucesso dos produtores e para a agricultura mais sustentável. 

“Esta é a terceira oleaginosa mais produzida no mundo, atrás da soja e da palma. Porém, seu cultivo é pequeno no Brasil – somando aproximadamente 92 mil hectares, com produção pouco superior a 135 mil toneladas/ano, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Trata-se de uma opção muito interessante economicamente para a segunda safra da soja ou após o milho de verão. Ela tem boa produtividade e grande potencial de produção de óleo (podendo em alguns locais e materiais ser superior a 40% nos grãos)”, informa Igor Borges, head de Sustentabilidade da ORÍGEO. 

A RedeCanola planeja o desenvolvimento da cadeia produtiva da canola no país. Para isso, serão realizados ensaios competitivos de híbridos – coordenados e realizados pela Advanta e ORÍGEO – em sistema de cultivo tropicalizado tanto em sequeiro como em irrigado, desenvolvido pela Embrapa. “A canola tem potencial para produzir bem em todas as regiões do país, além de oferecer retorno econômico para os agricultores”, assinala Borges. 

De acordo com Bruno Laviola, da Embrapa Agroenergia, o Brasil tem o potencial de se tornar um dos maiores produtores mundiais de canola, sem a necessidade de ampliar a área agrícola. Isso é possível porque a canola está sendo cultivada na safrinha, tornando sua produção mais sustentável. Essa abordagem é crucial, especialmente quando o óleo é destinado à produção de biocombustíveis, como biodiesel, diesel renovável e combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e marítimo. 

 “Um dos pilares da ORÍGEO é moldar a agricultura do futuro, de maneira mais sustentável. É o que estamos propondo com essa iniciativa que visa a tropicalização dessa cultura que se mostra bastante atrativa e produtiva. Com isso, cumprimos o nosso papel de oferecer novas tecnologias para os agricultores terem sucesso em seu negócio. Eles têm mais de duas mil decisões a tomar por safra. E é nosso papel apoiá-los nessa jornada”, ressalta Igor Borges. 

A ORÍGEO concentra sua atenção nas características ideais do óleo de canola para a produção de biocombustível. Mas há outros usos, como o consumo humano, devido à presença de ômega 3 e vitamina E em teores maiores do que em outros óleos, além de bom teor de gorduras monoinsaturadas e baixo teor de gordura saturada. Além disso, o farelo resultante durante a obtenção de óleo pode ser utilizado na alimentação animal, devido ao alto teor de proteínas (34% a 38%).  

A produção de canola gira em torno de 25 milhões de toneladas globalmente. O Canadá é o maior produtor mundial (28,3%) seguido pela China (19,5%), União Europeia (11,1%) e Índia (11,1%).  

SOBRE A ORÍGEO   

Fundada em 2022, ORÍGEO é uma joint venture de Bunge e UPL e está comprometida com o produtor e o seu legado na terra, oferecendo um conjunto de soluções sustentáveis e técnicas de gestão – antes e depois da porteira. A empresa fornece soluções de ponta a ponta para grandes agricultores de Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Piauí, Rondônia e Tocantins, valendo-se do conhecimento de equipes técnicas altamente qualificadas, com foco em aumento de produtividade, rentabilidade e sustentabilidade. Para mais informações, acesse origeo.com.  

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